Seleção feminina fica com a prata no futebol
ESPORTE, NEW, SLIDE 12:10
Com a vantagem, o Brasil recuou ainda mais, dando ao Canadá os espaços necessários para atacar. Apenas Débora ficava no campo ofensivo quando a Seleção não tinha a bola, facilitando a saída de bola do adversário. Então, a equipe canadense criou chances de gol e por pouco não abriu o placar. Sinclair e Sesselmann tiveram boas oportunidades, mas não acertaram o alvo.
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Na base dos chutões, faltas e raros lances de habilidade individual, o Brasil foi para o intervalo com a vantagem no placar. Mas, em campo, o clima estava longe de ser de tranquilidade. Quando a árbitra determinou o fim do primeiro tempo, o apito soou como alívio para a equipe de Kleiton Lima.
O Brasil voltou para o segundo tempo melhor posicionado em campo, principalmente na defesa. Como resultado, sofreu menos pressão do Canadá, que, mesmo assim, tinha melhor posse de bola. No entanto, a Seleção apresentava bom toque e conseguia se sair melhor nos contra-ataques, apesar de não construir sólidas chances de gol.
Mas foi apostando na troca de passes que o Brasil começou a se impor na partida. Aos 22 minutos, a dupla de ataque combinou uma tabela que quase resultou em gol. Thaís lançou Débora e se posicionou na área para receber o passe da companheira. A atacante chutou, e LeBlanc defendeu. Na sequência, Maurine cobrou escanteio, e a goleira salvou um gol olímpico.
derrota (Foto: Jefferson Bernardes/VIPCOMM)
No tempo extra, ficou clara a diferença entre a condição física das duas equipes. Enquanto o Canadá se mostrava inteiro e tomava a iniciativa do ataque, o Brasil aparentava cansaço e se limitava a dar chutões para afastar o perigo. Na arquibancada, a torcida mexicana não estava nem aí. A maior distração era pegar as bolas que eram chutadas para arquibancada e passar de mão e mão, sem devolver para o campo.
O empate se manteve, e a decisão foi para os pênaltis. Grazielle e Débora desperdiçaram para as brasileiras, decretando a derrota por 4 a 3.
O Brasil jogou com a seguinte formação: Bárbara, Bagé, Karen, Bagé e Tânia Maranhão; Maurine, Francielle, Formiga, Rosana (Ketlen) e Maicon; Thaís (Grazielle) e Débora.
